O estilo de pensamento desenvolvido dentro do nosso modelo educacional tradicional privilegia a razão e o encadeamento lógico próprio dos textos acadêmicos - funções desempenhadas com facilidade pelo nosso hemisfério cerebral esquerdo. Porém, pensadores como Einstein ou Leonardo da Vinci possuíam, outras estratégias de gerenciamento do conhecimento também, haja vista os seus manuscritos, repletos de ilustrações, esquemas, desenhos e símbolos.
Metaforicamente, você pode compreender aqueles que se utilizam somente da razão e da lógica para processar o conhecimento como se fossem pessoas que andam com apenas uma das pernas! Evidentemente muitos destes se especializaram nisso, e tornaram-se muito hábeis. Se pensarmos naqueles colegas de escola ou de trabalho que tinham ou têm excelente desempenho de aprendizagem e memória, e que, no entanto, parte deles, não pertence ao grupo dos mais estudiosos ou dedicados, lembramos sempre de uma pergunta: “Qual é a diferença que faz a diferença?”. Para muitos a resposta aponta para uma diferença no Q.I. (quociente de inteligência), porém não consideram a possibilidade de desenvolvê-lo, como propõem algumas das teorias mais modernas sobre a inteligência.
A boa nova é que é possível desenvolver a inteligência! E mais, também é possível aprender estratégias de processamento de informações que nos dêem a possibilidade de desenvolvermos a criatividade, a memória e a capacidade de resumir informações. Parte dessas competências estão associadas ao processamento do hemisfério cerebral direito, pouco treinado em nosso modelo educacional tradicional, e que, portanto, em nossa analogia, mais se parece com a outra perna atrofiada por falta de uso ou aplicação.
Assim, o desenvolvimento de novas formas de pensar e de gerenciar informações pode ser a diferença que faz a diferença na sua forma de elaborar relatórios, escrever livros, tomar nota de palestras, planejar ou apenas despertar parte de um potencial adormecido de nosso cérebro.